Desculpas


Não sou o tipo de pessoa que vive a se desculpar por algo que faço, pra ser sincera, eu meio que fico de saco cheio de gente que vive se desculpando. Não pelo fato das desculpas em si, mas pelo fato de ter feito uma coisa por querer, e mesmo assim pedir desculpas, ou se desculpar por expor sua opinião.
Sei que essa minha maneira de posicionar-me frente a este ato é meio radical, mas eu não sou boa em pedir desculpas, principalmente quando estou certa. 
Um quê de orgulhosa? Eu diria que um alfabeto inteiro de orgulho. Por isso, se alguma vez eu lhe pedi desculpas, quiçá , perdão, saiba que eu realmente prezo a sua presença na minha vida ao ponto de dar o braço a torcer, ou estou muito convertida ( amém ).
Sei que isso vai de encontro aos meus princípios religiosos, mas já fui muito transformada quando o assunto é pedir desculpas, até pelo o que eu acho estar certa. Eu fui entendendo que, mesmo na ingenuidade, por palavras, atitudes mal combinadas, sentimentos omitidos magoamos sem querer as pessoas,essas sim,merecem meu pedido de perdão. 
E não é porque eu não gosto que as pessoas fiquem o tempo todo pedindo desculpas, que você pode fazer a besteiras que for, que eu não vou esperar um pedido de desculpas, porque eu vou sim!
Mas se for pra pedir desculpas por coisas sem sentindo,devo começar a pedir de agora.
Desculpa mundo por eu existir. Mas, Deus foi quem me colocou aqui e eu não vim pra cá pousar de vítima com as palhaçadas que as tuas giradas dão. 
Desculpa sociedade por eu ser assim. Mas graças a Deus eu sou tão feliz com a poesia que eu construo a cada dia, a cada rasteira que as pessoas falsas que tu formas me dão, que além de te pedir desculpas, devo te agradecer: obrigada!
Amigos, me desculpem por várias vezes pensar mais em vocês do que mim e por conta disso eu acabar me ferrando por vezes e ainda sim, me passar por egoísta. Desculpa pelas vezes que marquei de sairmos ou uma visita e na hora H, furei. Não tenho explicações para isso, só pedido de desculpas mesmo.
Ao meu amor, eu peço desculpas por não mergulhar de cabeça nesse relacionamento que não é tão relacionamento assim. Aliás, eu tenho que te pedir desculpas pelo fato de que, sempre preciso que você me diga o que somos pra responder a quem me pergunta, sendo que o que somos é bom e diz respeito só a nós. Desculpa por te querer a todo tempo.
E que me desculpem meus ex-namorados mas o despeito é fundamental! Não é que vocês sejam tão ruins, mas faz parte da vida dizer aos outros o quanto vocês me fizeram sofrer, ou o quanto eram bobos por e para mim. 
Aos que acompanham o meu blog, desculpa pela falta de tempo, ando escrevendo muito e postando pouco. Acho que é isso que a vida adulta nos proporciona : a falta de tempo para coisas prazerosas. 
Me desculpem pela epidemia do ebola,de certa forma eu sou culpada de todo o mal que assola a África, seja pelo capitalismo ou por falta de orações. Me desculpem também pelo aquecimento global, mas eu uso desodorante aerossol, os outros me causam irritação. Eu também prefiro anda de carro ao invés de ônibus ou bicicleta porque eu sou mais uma burguesa que gosta de conforto.
Me desculpem pela situação política no Brasil, eu votei na atual presidente sim, agora me joguem pedras. Se ela foi eleita, não foi apenas o meu voto que a fez presidente.
Desculpem pela conta de energia, ela veio mais cara este mês e o calor está anormal.
Desculpem a maneira que eu me visto, até porque, quem paga pelas minhas roupas sou eu e minha mãe, não você. Mas todos presentes serão bem-vindo.
Me desculpem por pessoas que pedem desculpas até por ter nascido, ou pela morte da bezerra. Eu não sei lidar com tantos pedidos de desculpas assim. Desculpas se eu não sei pedir desculpas. 
E por último : me desculpem pelas desculpas. Eu só estou cansada de ouvir tantas desculpas, ou ter que inventar mais desculpas.
Desculpa!

Resiliência


Algumas semanas atrás aconteceu um episódio muito interessante comigo na aula, que trouxe outra vez vozes da morte sussurrar em meus ouvidos e desta vez, pude ouvir que eu não tenho sentimentos, por rir de uma situação que não era apropriada.
Pois bem, não vou explicar o porquê de ter sorrido, e não pensem vocês que  sou uma psicopata ou uma sádica (acabei meio que explicando ) que se regozija no sofrimento dos outros. Vim falar sobre resiliência.
E o que tem a ver resiliência com rir de situações inusitadas ?
Quem acompanha o blog deve ao menos imaginar que a maioria dos meus textos são bem pessoais e carregados de sofrimento, principalmente os mais antigos. A vida é isso. Não há quem tenha passado por ela sem sofrer ao menos com uma dor no canto da unha. E apesar de dor está associada a um incomodo físico, ela é subjetiva. Cada um tem sua maneira de sentir e expressar a sua dor. Às vezes o surgimento de uma espinha pode doer tanto quanto o fim de um relacionamento que parecia ser verdadeiro. Vai entender a mente humana! 
Eu sofri com perdas irreparáveis e não foi durante dias, foram anos de dias de chuva e dias de sol.
Em um desses dias, pude ler em uma revista sobre resiliência, um conceito da física que é a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido uma tensão, que foi adaptado para a psicologia, é claro, de maneira mais subjetiva, que caracteriza pessoas que são capazes de lidar com contingências aversivas, situações estressantes, níveis altos de estresse e voltar ao seu estado "normal". Não só isso, como também tirar proveito das boas e más situações( pelo menos, foi isso o que eu entendi)
É como se fosse um coqueiro na faixa litorânea, que depois da tempestade, dos ventos fortes, ele continua de pé. Até tentaram derrubar o pobre coqueiro,pode ser que ele tenha ficado torto, ou os seus frutos e estejam bagunçados, mas depois que o sol volta, ele continua em seu lugar.
Depois de entender isso, passei a rir mais da minha vida, tirar proveito das situações desastrosas e principalmente, do meu sofrimento. A rir quando as contingências são favoráveis ou não. Eu vi que a vida fica mais fácil quando eu não paro pra fazer birra só porque ela não está como eu quero. 
Mesmo quando o coração está em pedaços e a alma inundada de lágrimas, hoje eu consigo abrir um sorriso no rosto e internalizar que amanhã, tanto a alma, como o coração, estarão juntos com os meus dentes esboçando um sorriso sincero com a certeza que o sol da minha vida vai voltar a brilhar. É só mais um dia nublado, a nuvem vai passar.
Aquelas vozes cessam ao meu ouvido ao lembrar que, apesar das críticas, cada um tem sua subjetividade, resiliência. Passo a respeitar tanto a opinião do outro sobre mim, porque sei que pra mim, também é difícil aceitar o outro na ia subjetividade.
O que eu preciso trabalhar em mim, não sou eu, como todos os homens, não é a minha " falta de sentimento ", ou qualquer outra característica minha peculiar que incomoda o outro, e sim o meu respeito pelo seu incomodo.
Quanto a rir da tragédia alheia, a vida nos dar tantos motivos para chorar, porque não tirar onda com a cara dela !?

Ele mora logo ali




Ele mora logo ali, do outro lado da cidade separada por uma ponte. E a ponte que nos separava é a mesma que nos uni. E foi na travessia daquela ponte que a vida dele cruzou com a minha.
E o vento e o clima trouxe a lembrança de que os muros que nos separava foram derrubados.
Ele mora logo ali, do outro lado do estado. Separado por quilômetros, por uma estrada. A estrada que afasta é a mesma que aproxima. Curioso como uma mesma pode ter via dupla. É o vento no rosto, enquanto eu pego a estrada, traz a memória e o cheiro que a cada quilômetro fica mais perto.
Ele mora logo ali, em outro estado. A saudade é quem me lembra de como tenho saudade de quando ele morava logo ali.
Mas ele ainda mora aqui, dentro do meu peito, na minha memória. A lembrança que eu não lembro de esquecer.
Ele ainda mora aqui,uma parte sua ficou, enquanto uma minha, ele levou.
Eu ainda vou dizer, do lado de fora da nossa casa, enquanto eu estiver observando ele lavar o carro, ou arrumar qualquer coisa, quando perguntarem aonde ele mora, eu responderei : "Ele mora logo ali, naquela casa. Onde todos os dias eu o vejo acordar."
Ele mora logo ali e todas as vezes que vai embora, eu fico a esperar. Ele, que mora logo ali!
Às 06:00 h a.m.,de quatro anos atrás, uma dor, como que de uma faca atravessando todos os meus órgãos ( imagino eu ), senti. Pensei que meu coração tivesse parado junto com o dele. Bem que eu queria, mas tive que sentir todo aquele turbilhão de emoções. Sozinha.
Chorei. Gritei. Fugi. Revoltei. Falei o que não devia. Ri quando não pudia ( ou assim pensavam as pessoas que estavam naquela cena, naquele dia tenebroso, a 4 anos atrás). Sozinha. Assim eu pensava.
Hoje lembro daquele doloroso dia em fragmentos, que antes, pareciam verdadeiros flash de filme de terror, lembranças de uma situação que me deixou mais forte.
Eu não choro mais, apesar da falta que sinto dele. O único grito que eu dou é de saudade, mas em silêncio. A única fuga que eu tenho são das coisas que me fizeram sofrer naquela época, e que vez ou outra, voltam a me atormentar. A minha única revolta foi não ter dito que te amava depois daquele ultimo abraço. O que falo hoje, é sobre as coisas bonitas que tu me ensinaste e de como influenciou a nossa educação. E, eu posso sim, rir, de todas as lembranças  das brincadeiras e dos momentos bons que me proporcionou em vida.
Pai, hoje eu lembro e sorrio. Não é que a tua falta não doa em mim. Não é que a tristeza não vem quando, ao lembrar que na formatura, tu não vai estar nas fotos e nem entrará comigo na igreja quando eu for me casar. Mas eu aprendi a sufocar a dor. Não me conformei, nem me acomodei, apenas transformei a dor em arte e aprendi a reinventar a minha história. Não sozinha.
Porque, o Deus que tu me ensinaste a amar, me mostrou Quem cuida de mim e que eu pudia suportar cada uma das minhas cargas.

Antes dos 21





Faltando pouco menos de um mês para o meu aniversário de 21 anos e durante uma madrugada dessas de introspecção eu fiz uma "breve" retrospectiva do que vivi antes dos 21 anos e, CARA! Se  eu fosse contar tudo nos mínimos detalhes com certeza esse post viraria um livro.
Normalmente é a partir dos 20,21 que uma pessoa sai de casa pra estudar, morar sozinha, essas coisas. No meu caso, eu tive que sair aos 12 anos e morar na casa da minha vó se eu quisesse ter estudos melhores. Eu tive que aprender a desenrolar as coisas logo cedo, até porque , sem ter papai e mamãe por perto pra desenrolar as coisas, era só eu e meu irmão : eu por ele, ele por mim. Eu fazia as coisas por ele e POR MIM. E foi assim que eu aprendi a conviver com a saudade, a me defender das injustiças e a me tornar mais independente ( para algumas coisas, é claro). Mas foi nesse período também, que eu fiz amizades que eu vou levar pro resto da vida e que me deram suporte pra aguentar ficar ali.

(sou a do cabelo cacheado haha)






Toda menina de 14 anos sonha com uma linda festa linda de 15 anos não era diferente. Além de não ter festa ( e de forma nenhuma eu reclamo , o meu presente foi um tratamento para escoliose com um aparelho ortopédico lindo que vinha do pescoço até o quadril.
 Imaginem vocês : 15 anos, uma idade de descobertas, da aborrecência complicada,mudanças corporais, hormonais e ainda ter que andar com um troço que chama a atenção até dos mais desatentos. Foi triste. Foi dolorido. Mas foi!
Hoje eu vejo o lado bom de ter usado a Maria Fernanda ( nome que meus amigos colocaram no aparelho): fiquei com uma postura linda, cintura fina. Me senti uma verdadeira borboleta saindo do casulo. Acreditem se quiser, meu primeiro namoro foi nesse tempo.
 
(Boneca Cibernética,dyva até sendo robozinha haha )









 Parece que eu nasci para não morar em casa. Aos 16, sai do meu lar pra morar em São Luis , a cidade do meu coração. Desde criança dizia que ia morar aqui. Gosto do clima, das praias, da arquitetura do seu Centro Histórico, sua história.
Logo descobri que morar é diferente de passear.Que é convivendo que  se conhece as pessoas.
Vi que muita  pessoas tinham os mesmo sonhos que os meus e o tamanho da sede de alcançá-los eram inúmeras e eu estava totalmente despreparada para a vida aqui, ou pelo menos achava isso.
Saudades de casa, da vida mansa, dos amigos, das facilidades, da liberdade. O sonho se tornou uma realidade difícil e parecia que eu estava no limite das minhas dificuldades. Só parecia.

( Praça Gonçalves Dias, o por-do-sol mais lindo da Ilha )




5 meses em São Luis e 17 anos! Só mais um ano para a maioridade. 
E foi só mais uma semana e eu recebi a noticia que seria um divisor de águas pra minha vida, meus sentimentos, atitudes.
Logo após uma semana do meu aniversário meu pai morre.
Meu amigo e companheiro de zoações e de conversas. Aquele quem eu adorava escutar músicas pela manhã enquanto ele cozinhava e eu estudava. Que dizia que eu tinha um bom gosto musical e me deixava vaidosa. Aquele que nunca encostou a mão em mim, mas apanhei muito de suas palavras. Aquele que junto com a minha mãe lutou pra dar o melhor para mim e para o meu irmão.
E a nossa família ficou totalmente desnorteada, amparados uns nos outros.
E eu tive que ser forte para dar forças a todos. Eles me pediam isso sem se dar conta do mal que me fizeram tento que assumir esconder alguns sentimentos e assumir responsabilidades com seus singelos "faz isso por sua mãe", "não diz isso, eles estão sofrendo", "pensa no teu irmão, ele agora é o homem da casa.". Mágoa!
Eu fiquei muito magoada por não poder externar a minha dor como queria e ainda ter que engolir sapos ou dar um desses sapos por livre e espontânea pressão pra uma pessoa que , naquela época, era especial, engolir também. E com farinha.
( O meu motivo pra ter forças )
  Eu já estava me recuperando do choque que é estar no luto quando aos 18 anos ingresso no tão sonhado Ensino Superior, que foi uma vitória sem tamanho. Foi para mostrar para as pessoas que pensavam que eu era mais uma menina do interior que voltaria pra casa frustrada.

( Sambei na cara da sociedade )

Mas parecia que a vida queria testar minha fé e perseverança , porque junto com essa alegria veio a dor de uma separação. Me separei de quem me dava suporte nessa história de está longe de casa, longe da família, magoada, ter perdido o pai... O pior nem foi a separação. Foi depois dela. O sentimento que não se movia, só maltratava. As brigas e discussões que só me afastavam de quem um dia foi um grande amigo e alguém especial. O orgulho de querer deixar explicito quem estava certo e quem estava errado por não ter dado certo. Tudo isso foi me machucando, deixando em pedaços, ate que eu desacreditei do amor, ate eu trancar meu coração e ficar triste, vazia e seca.
Cheguei ao ponto de desconhecer o meu reflexo no espelho.
Eu cheguei ao fundo do poço, pensei. A soma de todas as contingências tinham me tornado naquilo. Aquilo que eu detestava.
Então os anjos de plantão foram enviados por Deus para me mostrar que eu era bem maior que as coisas tristes que aconteceram no passado. E tudo foi aprendizagem.
Foi então que eu voltei a ser o que eu era antes. Em uma versão bem melhor.
Alguns anjos me ensinaram a ter autoestima, outros me lembraram de Quem sou filha. Alguns anjos me apresentaram pessoas e lembranças novas. 
( meus anjos )

( A parede e meu dengo )











Pessoa nova.
Meu coração bate de forma descompensada ao escrever sobre isso.
Foram os melhores dois anos da minha vida! Eu pude ser quem eu sou sem jogos ou máscaras. Descobri a cumplicidade e o respeito de uma vez só. Vi que a sociedade se importa muito em colocar rótulos em relacionamento, mas se esquecem de se entregar e se dedicar a eles. Mesmo não mergulhando de cabeça, eu viveria tudo de novo. 
Pena não chegar nos 21 anos descobrindo sobre mim com meu "companheiro de feridas", o "band-aid". 
Quem sabe o nosso reencontro não está marcado para depois dos 21(risos de saudade)?
(sendo desenhista HAHA )
  É, antes dos 21 já aconteceu muita coisa. Nem quero imaginar o que está por vir. Mas creio que será bênção, pois até aqui o Senhor me ajudou. E se até aqui eu cheguei, mesmo ferida, cansada, muitas vezes tentando desistir, foi graças a meu Pai que nunca me deixou e nem me desamparou ( HB 13:5b ) 
Antes dos 21 anos, três amores me marcaram: o primeiro foi meu melhor amigo. Companheiro de salas e conversas. Uma amizade em comum no passado fortaleceu a amizade que tínhamos. na verdade, que temos. Nossos pais foram amigos de infância.  Era um sentimento que ficava ali no meio de carinho de amigo e amor que eu pude sentir. Foi um sentimento tão puro, tão verdadeiro, que um envolvimento não destruiu a grande amizade que a gente tem. Eu sigo levando esse sentimento guardado até hoje. O meu segredo.
O segundo foi meu namorado, que aguentou todas as minhas loucuras, que engoliu todos os sapos que eu o forçava a engolir. Devo passar o resto da minha vida pedidos desculpas a ele. Eu sei que o fiz sofrer e paguei por tudo que fiz. Mas como eu já pedi perdão verdadeiramente, não vou pedir mais porque não tem graça ficar revirando o passado, logo, vá à merda ( não ele, mas a situação  HAHAHA), até porque eu também fui magoada. Com ele eu pude viver um amor adolescente que eu não me permitia ter e aprendi a não cometer os mesmo erros em um futuro relacionamento. Na verdade, eu devo a ele um "muito obrigada pelas aprendizagens".
O terceiro foi o mais intenso. Me amarrei em não está amarrada. Tá junto e me sentir livre,solta...às vezes era ate bom. Você sabe o que é voar e não encontrar um lugar melhor para pousar que aquele abraço? Sabe aquele sapato lindo que foi amor a primeira vista mas não tem sua pontuação e mesmo assim você leva pra casa? Foi assim que aconteceu. Era meu sapato favorito. Aquela havaiana que quebra mas você coloca um prego no cabresto ( coisas de pobre ) só pra não se desfazer. Porque gosta. Porque ama. É, ele é o meu número.
Quem diria que minha melhor amiga casaria antes dos meus 21. E mais, antes de mim ? 

Entrei na academia umas três vezes. Nada mais de dois meses, que é o meu recorde. Mais vou voltar e virar uma panicat. Mas isso deixa pra depois dos 21, vocês verão.
Tentei aprender tocar violão umas duas vezes. Até comprar um violão eu estou tentando. Eu vou aprender.
Já tentei compor musicas, mas nada tão legal que vá me tornar uma compositora e cantora.
Já tentei aprender a andar de skate, patins... o máximo que eu consegui foi andar de PATINETE e de carona.
Nunca andei sozinha pilotando uma moto de 150 cilindradas e morro de medo disso.
Ainda não tirei minha habilitação, mas sempre ameaço bater o carro do meu irmão no portão se isso não acontecer logo.
NUNCA sai do Maranhão. Nem pra ir em Teresina , que é ao lado daqui.
O blog foi criado como uma maneira de catarse e escrever na agenda foi minha terapia. Escrever é uma ótima terapia, eu recomendo.Tudo que está aqui, está nas agendas, que aliás, guardarei para que no futuro dar para minha filha.
Falando em futuro, tenho um cofre e o dinheiro dele é destinado ao meu casamento. Sério! Todas as vezes que eu digo isso, todos riem. Se eu não casar, pelo menos tenho dinheiro pra sair viajando por ai, vai que é assim que eu saio do Maranhão.
Antes dos 21 eu descobri tanta coisa. Não lamento as coisas ruins que aconteceram. Sou grata a Deus por tudo. E eu tenho tanta coisa ainda a fazer. Tudo isso, antes dos 21.


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